Sozinha....
o que restou do esplendor, da vida que resplandecia...
Teu amor, mantinha a minha existência....
sem ele, sou névoa, sombra desfigurada,
ser sem ser.
Lembranças....
não trazem paz, atormentam a chama decadente da vida,
que hoje finjo viver....
já não vivo mais.
Solidão...
também esta, me despreza....sou esquecida por tudo e por todos,
névoa não se toca, não se sente,
apenas finge-se que, é possível vê-la...
sou um espectro que não vê a si mesmo.
"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso" (CHARLES CHAPLIN)
quarta-feira, 18 de abril de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Canção
Quando o tempo foi caindo
nos teus cabelos molhados
na testa do esquecimento
nasceu a fada encantada.
Tudo chorou em silêncio
e o crepúsculo enterrado
no cemitério da noite
ficou no tempo parado.
Um jardim feito de espantos
dizia ao resto da terra
que mesmo onde nascem flores
mil cadáveres se enterram.
(Clóvis Moura - Duelos com o Infinito)
nos teus cabelos molhados
na testa do esquecimento
nasceu a fada encantada.
Tudo chorou em silêncio
e o crepúsculo enterrado
no cemitério da noite
ficou no tempo parado.
Um jardim feito de espantos
dizia ao resto da terra
que mesmo onde nascem flores
mil cadáveres se enterram.
(Clóvis Moura - Duelos com o Infinito)
Depois da Luta

Tenho no peito, abertas, mais de vinte
Chagas de dor e triste já descambo
Do Palácio do Amor, ferido e bambo,
Sofrendo ainda o derradeiro acinte...
As mulheres que, em lúgubre requinte,
Me mostraram as faces cor de jambo
E que eu cantei, em doce ditirambo,
Me apunhalaram na manhã seguinte.
Meu amor não foi mais do que um suplício...
Em lugar dos prazeres que eu previa,
Achei as falsas bacanais do vício.
Hoje vou pela vida triste e langue.
Ai! se eu soubesse nunca o transporia...
Vede este chão... é sangue! sangue! sangue!
(Da Costa e Silva)
Chagas de dor e triste já descambo
Do Palácio do Amor, ferido e bambo,
Sofrendo ainda o derradeiro acinte...
As mulheres que, em lúgubre requinte,
Me mostraram as faces cor de jambo
E que eu cantei, em doce ditirambo,
Me apunhalaram na manhã seguinte.
Meu amor não foi mais do que um suplício...
Em lugar dos prazeres que eu previa,
Achei as falsas bacanais do vício.
Hoje vou pela vida triste e langue.
Ai! se eu soubesse nunca o transporia...
Vede este chão... é sangue! sangue! sangue!
(Da Costa e Silva)
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